‘Ser ou não ser... eis a questão’. Todos já ouviram ou já viram esta tão famosa frase de William Shakespeare. Quem não ouviu com toda a certeza é um pobre sofredor vivíparo da arte. Mas o ponto não é esse, porque em inúmeros textos já critiquei políticos e civis. Pessoas mal-amadas da sociedade em nossa volta. Porém, quero propor uma única coisa que mudaria talvez todas as histórias fantásticas deste clássico e fascinante pensador. Se por um acaso, sua mente cria-se ‘Amar ou não amar... eis a questão’. Romeu e Julieta, uma das mais formidáveis, e por que não, a mais formidável obra, tivesse tal espírito incluído em seu contexto. Romeu poderia escolher não amar e Julieta seria esquecida na história, ou então, lembrada como uma das peças de um amor que nunca deu certo. As palavras têm poder. As palavras tem o sentido. As palavras criam e destroem histórias e contextos. E destroem vidas inteiras em instantes, construídas durante anos. E como diz o extraordinário dramaturgo citado acima: ‘Só ri de uma cicatriz quem nunca foi ferido’. O que significa que vocês, caras criaturas doidivanas, tentem usar o pequeno juízo que lhes resta para pensar em como se safar da terrível e trágica catástrofe que o amor pode-lhe trazer, porque o meu já acabou.
Texto de: Lucas Luiz Hones.
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